Slideshow

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A CULPA É DAS ESTRELAS

[AVISO: ESSE ARTIGO CONTÊM SPOILERS]

Olá galera.

Esse fim de semana, finalmente assisti ao filme A Culpa É Das Estrelas (The Fault in our Stars), juntamente com minha esposa. Nada melhor do que isso poderia acontecer, ainda mais considerando que não gosto muito de filmes de ficção young adult (ficção para jovens adultos, em tradução livre), mas em se tratando de um filme baseado em um livro, cujo autor é nada mais nada menos do que John Green (o autor do momento) e que esse livro consta na minha lista de meta de leitura para esse ano, então não tenho dúvida nenhuma, foi um delicioso programa.

Mas falando do filme, já que o livro ainda não foi degustado (rsrs), gostei muito da temática do primeiro amor entre dois adolescentes que sofrem de câncer, as incertezas sobre o amanhã, que já são normais nessa fase da vida, ganham dimensões maiores quando são vividas sob o prisma da desesperança. Saber que se está com os dias contados e que a qualquer momento tudo vai acabar não é fácil para quem vive o drama muito menos para quem o rodeia com amor e cuidado. E é nesse ponto que Augustus Waters faz a diferença na vida de Hazel Grace. A história de amor dos dois pombinhos pode até parecer um tema clichê, mas tem o seu valor quando apreciado de forma natural, não levando em consideração somente as circunstâncias. 

Olhar a vida com otimismo quando não se é possível nem sonhar com o dia seguinte é o grande desafio desses dois jovens que acabam compartilhando de momentos belos e diálogos precisos sobre questões existenciais, filosóficas e até mesmo banais, como por exemplo o desejo de conhecer o autor do livro preferido de Hazel e buscar respostas para algumas questões sobre o futuro de algumas personagens do livro A Aflição Imperial. 

Particularmente achei essa questão uma grande provocação do autor e, mais do que a história toda do amor e da luta desse jovem casal, o que mais me perturbou no fim de tudo, foi não saber o que acontece depois a Hazel Grace. Quanto tempo ela ainda viveu depois da morte de Augustus? E seus pais como lidaram com isso? A mãe de Hazel se formou em serviço social? Abriu uma ONG para ajudar pessoas com câncer? E o escritor Peter Van Houter decidiu escrever enfim a continuação do seu livro A Aflição Imperial?



Porém, com as palavras finais de Gus naquela carta, entendi que nem todas as perguntas necessitam de respostas, pois tudo o que tem de acontecer, acontece até que chegue o fim e depois nada mais.





Agora só me basta ler o livro para ver se chego a novas conclusões.

Por enquanto digo apenas que vale muito a pena ver o filme.


Até a próxima!
PAZ SEMPRE!!!!!!


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

É PRECISO VIVER O QUE SE DIZ

Olá galera!

"É preciso que manifestemos o reino de Deus que se revela através da vida de quem foi alcançado pela graça preciosa de Deus que justifica o pecador e não o pecado. Amar a Deus e ao próximo é o que nos faz ver o outro além de nós e mudarmos os nossos atos, entendendo que nós somos o próximo do outro, e que por conta disso precisamos zelar pelo bem estar daquele que também tem o direito de usufruir de tudo o que Deus é e de tudo o que Deus nos doa nesse tempo, nessa terra e nessa vida curta, porém necessária para que entendamos a eternidade." (Igor José)
 

Segue abaixo um texto de autoria de Najara Gomes. Vale a pena ler e refletir sobre as nossas ações.

"Nesse tumulto e multidão que são as opiniões virtuais nos dias de hoje, fica fácil perder a veracidade do que se diz. Contudo, propagar ideias e não vivê-las é navegar no seco, dessa forma não se sai do lugar. Como disse Mahatma Gandhi: seja a mudança que você quer ver no mundo.




Não adianta reclamar de político desonesto e não levantar do lugar quando vê um idoso entrando no ônibus. Não adianta se revoltar com a falta de água, mas ser a pessoa que vai voltar a tomar banho de 1 hora quando tudo se (ou caso se) normalizar. Cada um faz o que bem entende com a própria vida, mas isso não dá o direito de atingir o próximo, ainda mais com aquilo que vive pregando ser contra.
Não adianta reclamar que São Paulo é uma cidade suja, mas a cada cigarro, jogar a bituca no chão. A liberdade existe, sim. Mas não adianta reclamar da falta de segurança e ser o primeiro a dirigir depois de beber. "Mas só bebi 2 latinhas, continuo sóbrio". Não é atitude de quem sai nas ruas para protestar, e por mais simples que pareça ser, a mim dizer uma frase dessas se compara a de um político dizendo: "Mas só roubei 2 bilhões, continuo sendo confiável".
As fotos em protestos são lindas e aquela piada sobre a presidente também é muito engraçada, tudo para mostrar que algumas situações no país são inaceitáveis. É contra a corrupção? Que maravilha! Mas e aquele dinheiro que saiu do bolso quando não passou no teste de motorista? Vai ter foto disso também ou só da carteira, com a legenda "perigo nas ruas rs"? E com isso eu concordo, perigo mesmo! Não só nas ruas, como também perigo para a coerência. É contra roubos? Continue assim! Mas e aquele troco que veio a mais e não foi devolvido? Será que isso não foi naquele mesmo dia que postou aquele texto maravilhoso sobre a honestidade? Não adianta marcar hashtags nas suas ideias, mas não marcar efetividade e verdade nelas. É preciso ser contra a esses pequenos furtos, também.
Não existem margens de erros, não se separa em caixinhas: aceitável e não aceitável. Todos estão na mesma. Não adianta reclamar da corrupção e só colocar o cinto de segurança quando vê uma viatura a frente. Não adianta reclamar da falta de solidariedade e mudar de calçada quando vê alguém pedindo comida. Não adianta se revoltar com o excesso de alguns e não doar as roupas que não usa há meses. Simplesmente não adianta apontar para as costas de quem está a frente e não proteger a própria.
A questão é que não adianta se encher de escudos e não comprar nenhum espelho. A maquiagem está boa? Ok. O cabelo está bonito? Ótimo. Mas e o coração? Está agindo da forma correta? Comprou um vestido novo que caiu bem? Muito bom. Mas e as atitudes? Estão novas também ou são as mesmas de sempre? A arrogância se abriga nos corações daqueles que garantem estar sempre certos, mas não queira estar certo, procure sempre estar. É diferente. Não pule degraus, porque cada passo é importante. Não adianta se encher de amor, mas não se amar. Não adianta sair gritando para ser ouvido, mas não dar ouvidos ao próximo.
É preciso, realmente, amar as pessoas. Fazer o bem como puder e ao máximo de pessoas que puder. Porque, afinal, não adianta reclamar tanto da humanidade, mas se tornar insensível ao que é humano. O mundo nos anestesia e tomamos cada dose sem pensar, talvez buscamos mais do que precisamos, mas seja qual for a busca, que nós, em momento algum, nos esqueçamos do que realmente importa.
Não vale a pena perder durante o caminho o que caminhamos tanto para alcançar."
PAZ SEMPRE!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Meta de leitura para 2015

Olá galera!

Segue abaixo os livros que estão na minha meta de leitura para 2015.

Essa lista não segue uma ordem de prioridade, mas está classificada em duas categorias, e as leituras serão feitas conforme as circunstâncias.

Bom proveito e aceito outras indicações.
Não deixe de comentar e dizer o que acham sobre os livros.

LIVROS DE TEMÁTICA CRISTÃ:


VIDA CRISTÃ FORA DA CAIXA

SOBRE O AUTOR: Marcos Botelho é palhaço, blogueiro e missionário, não necessariamente nesta ordem. É criador do Blog do Marcos Botelho – Vida Cristã Fora da Caixa, pastor de jovens e missionário da missão Jovens da Verdade e da Sepal – Servindo aos Pastores e Líderes.


SINOPSE: Vida Cristã Fora da Caixa é um livro para quem tem pressa. Para quem tem um olho na Bíblia e o outro no mundo. Para quem não vive sem internet e para quem não sabe bem o que fazer com a fé cristã. Para quem não gosta de religião e para quem ama a Deus, mas precisa de respostas para suas perguntas.

Sexo, vocação, igreja e mais um monte de assuntos sobre os quais quase sempre temos vergonha de perguntar, agora reunidos nesta coletânea dos melhores textos publicados no blog Vida Cristã Fora da Caixa, para jovens, pastores de jovens e os milhares de seguidores do blogueiro Marcos Botelho.

******************************************************

EM BUSCA DA ESPIRITUALIDADE

SOBRE O AUTOR: Carlos Queiroz é pastor da Igreja de Cristo no Brasil e professor de missiologia e realidade brasileira no Seminário Teológico de Fortaleza. Foi diretor executivo da Visão Mundial Brasil e presidente do Congresso Brasileiro de Evangelização (CBE2). Além de A Oração Nossa de Cada Dia, Carlos Queiroz é também autor de Ser é o Bastante – felicidade à luz do Sermão do Monte e Eles Herdarão a Terra..

SINOPSE: A espiritualidade não é mais uma abordagem de interesse apenas de pessoas religiosas. Aliás, o entendimento e a prática da “espiritualidade” podem significar tudo ou qualquer coisa.

Assim, como lidar com as diferentes experiências religiosas, a mercantilização da fé e a multidão de promessas apresentadas nas igrejas e até mesmo em lugares impensáveis em outros tempos? Como discernir os critérios que podem nos levar de volta à espiritualidade bíblica? São estas, entre outras, as perguntas respondidas por Em Busca da Espiritualidade.

******************************************************

A MORTE DA RAZÃO

SOBRE O AUTOR: Autor de A Arte e a Bíblia, Francis A. Schaeffer (1912-1984) foi um dos pensadores cristãos mais influentes do século 20. Fundou a comunidade L’Abri na Suíça, ministério de alcance internacional, e escreveu diversos livros, entre eles O Deus que Intervém e A Morte da Razão, com milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.

SINOPSE: Não faz muito tempo, a razão – nossa capacidade de pensar, avaliar – era a base para a busca da verdade. Não é mais. Hoje, o que vale é “o que você está sentindo no coração”. É assim na música, na TV, no cinema, enfim, no mundo das artes, e também na igreja.

Estamos no século 21 e as pessoas continuam correndo atrás de experiências. Abrem mão de pensar. Mesmo os cristãos apresentam um evangelho com pouco ou nenhum significado, cheio de símbolos e emoções, que, cada vez mais, resulta na “morte” da razão.

Como entender uma sociedade assim e comunicar-lhe o evangelho? Como o pensamento e a cultura moderna chegaram até aqui? A Morte da Razão responde a estas e outras perguntas, e, melhor, mostra tanto o propósito como a esperança que encontramos na reflexão bíblica.

******************************************************

COSMOVISÃO CRISTÃ E TRANSFORMAÇÃO

SOBRE OS AUTORES:
Cláudio Antônio Cardoso Leite: É bacharel e licenciado em ciências sociais e mestre em sociologia, com estudos sobre cosmovisão cristã na L’Abri Fellowship da Inglaterra. É professor universitário e membro pesquisador do Centro de Estudos da Religião “Pierre Sanchis”, na UFMG, e da Associação Kuyper para Estudos Transdisciplinares. É organizador e autor de Cosmovisão Cristã e Transformação.

Guilherme Vilela Ribeiro de Carvalho: É pastor da Igreja Esperança em Belo Horizonte. Mestre em teologia pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo e mestre em ciência da religião pela UMESP, é obreiro do L’Abri Brasil e presidente da Associação Kuyper para Estudos Transdisciplinares. É organizador e autor de Cosmovisão Cristã e Transformação.

Mauricio José Silva Cunha: Agrônomo e administrador de empresas, é fundador do CADI — Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral e moderador da Rede Brasileira de Cosmovisão Cristã e Transformação Integral. É autor de O Reino entre Nós — transformação de comunidades pelo evangelho integral e organizador e autor de Cosmovisão Cristã e Transformação .

SINOPSE:
– O que é cosmovisão cristã?
– Que aplicação prática ou implicações éticas têm as verdades bíblicas?
– Como os cristãos podem influenciar a ordem social?

É sobre estas perguntas, entre outras que desafiam a fé bíblica, que tratam os autores aqui reunidos.

Da abordagem teórica às ações práticas, da Igreja Primitiva à Reforma, das experiências históricas ao contexto brasileiro de pobreza, do compromisso com a piedade à prática da missão integral — Cosmovisão Cristã e Transformação aponta elementos e alternativas para uma espiritualidade que não deixa inalteradas as nossas relações sociais.

******************************************************

MISSÃO INTEGRAL: O reino de Deus e a igreja

SOBRE O AUTOR: Autor de O Que É Missão Integral?, C. René Padilla é um dos teólogos e pensadores protestantes latino-americanos mais conhecidos em todo o mundo. Nascido no Equador e residente em Buenos Aires, na Argentina, é fundador e presidente da Rede Miqueias. É bacharel em filosofia, mestre em teologia pelo Wheaton College, EUA, e doutor em Novo Testamento pela Universidade de Manchester, na Inglaterra. É membro-fundador da Fraternidade Teológica Latino-Americana e diretor de Ediciones Kairos, editora ligada à Fundação Kairós. É ex-presidente internacional da Tearfund, e autor e organizador de vários livros publicados em vários idiomas.

SINOPSE: Não é possível falar em “missão integral” sem falar em René Padilla, um dos principais teólogos e pensadores do protestantismo na América Latina.

Missão Integral – o reino de Deus e a igreja é uma edição ampliada do clássico Misión Integral, publicado originalmente no final da década de 80. Uma abordagem fiel às Escrituras e ainda relevante para a igreja brasileira hoje.

Os textos reunidos em Missão Integral refletem o diálogo teológico que vem sendo realizado nos círculos evangélicos em âmbito internacional desde o Congresso de Lausanne em 1974. Nas palavras do autor, “duvido muito que este livro fosse escrito não fossem os responsáveis por promover este diálogo, especialmente John Stott e Ronald Sider, que amavelmente nele me incluíram”.

FONTE: Todas as informações dos livros citados acima são retirados do site da EDITORA ULTIMATO.

******************************************************

LIVROS DE FICÇÃO:

A TORMENTA DE ESPADAS - As crônicas de gelo e fogo - Livro 3

SOBRE O AUTOR: George R.R. Martin trabalhou dez anos em Hollywood como escritor e produtor de diversas séries e filmes de grande sucesso. Autor de diversos best-sellers nos EUA e na Europa, foi em meados dos anos 1990 que Martin deu início a sua mais importante obra: As crônicas de gelo e fogo, a saga de fantasia mais vendida dos últimos anos, vencedora de diversos prêmios, que ganhou a premiada adaptaçãoGame of Thrones pela HBO e também chegou aos quadrinhos.

FONTE: EDITORA LEYA

SINOPSE: A Tormenta de Espadas é o terceiro livro da série de George R. R. Martin, grande sucesso da literatura dos últimos tempos.

Os Sete Reinos já sentem o rigoroso inverno que se aproxima, mas as batalhas parecem estar ainda mais cruéis e impiedosas. Enquanto os Sete Reinos estremecem com a chegada dos temíveis selvagens pela Muralha- numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas - Jon Snow, o Bastardo de Winterfell, divide-se entre sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar.

Robb Stark, o Jovem Lobo, vence todas as suas batalhas, mas será que ele conseguirá vencer os desafios que não se resolvem apenas com a espada? Arya continua a caminho deCorrerrio, mas mesmo alguém tão desembaraçada como ela terá grande dificuldade em ultrapassar os obstáculos que se aproximam.

Na corte de Joffrey, em Porto Real, Tyrion luta pela vida, depois de ter sido gravemente ferido na Batalha da Água Negra; e Sansa, livre do compromisso com o homem que agora ocupa o Trono de Ferro, precisa lidar com as consequências de ser a segunda na linha de sucessão de Winterfell, uma vez que Bran e Rickon estariam mortos.

No Leste, Daenerys Targaryen navega em direção às terras da sua infância, mas antes ela precisará aportar às desprezíveis cidades dos esclavagistas. A menina indefesa agora é uma mulher poderosa. Quem sabe quanto tempo falta para se transformar em uma conquistadora impiedosa?

FONTE: http://www.submarino.com.br

******************************************************

A CULPA É DAS ESTRELAS

SOBRE O AUTOR: JOHN GREEN, autor premiado e best-seller do The New York Times, é formado em língua inglesa e estudos religiosos pelo Kenyon College, em Ohio. Nasceu em 1977 em Indiana, onde vive com a mulher e o filho, e ao longo dos anos morou em Nova York, Illinois, Michigan, Flórida e Alabama. Atuou como redator na National Public Radio em Chicaco, foi editor assistente e de produção da revista de resenhas literárias Booklist e assinou críticas de livros para o The New York Times. Personalidade ativa na internet, além do próprio blog, do Twitter e do canal do YouTube Vlogbrothers, John coapresenta os vídeos do projeto "Crash Courses": canal on-line com aulas gratuitas de história e biologia. Ele autografou todos os 150 mil exemplares da primeira tiragem de A culpa é das estrelas nos Estados Unidos.

SINOPSE: A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.

FONTE: EDITORA INTRÍNSECA

******************************************************

CRIME E CASTIGO

SOBRE O AUTOR: Dostoiévski foi um escritor russo do século XIX. É considerado um dos maiores romancistas de todos os tempos. É um dos pais do existencialismo (escola literária e filosófica que defende a liberdade individual, subjetividade e responsabilidade do ser humano). Escreveu novelas, contos e romances que são lidos por pessoas do mundo todo.

FONTE: http://www.suapesquisa.com/quemfoi/dostoievski.htm

SINOPSE: Um dos maiores romances de todos os tempos, narra a história do estudante Raskólnikov, que, vendo-se na miséria, assassina uma velha usurária e não consegue livrar-se do peso do remorso. Obra da maturidade de Dostoiévski, pela primeira vez traduzida no Brasil diretamente do original russo.

FONTE: EDITORA 34

******************************************************

CEM ANOS DE SOLIDÃO

SOBRE O AUTOR: Gabriel Garcia Márquez é um importante escritor de contos, novelista, jornalista e ativista político colombiano. Nasceu em 6 de marco de 1927, no município de Aracataca. É considerado pela crítica literário mundial como sendo um dos mais importantes escritores do século XX. Em 1982, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, pelo conjunto de sua obra. A obra mais popular de Garcia Márquez é "Cem anos de solidão", onde o autor mistura o épico com o realismo fantástico.

FONTE: http://www.suapesquisa.com/biografias/gabriel_garcia_marquez.htm

SINOPSE: O autor narra a incrível história da família Buendía, uma estirpe de solitários que habitam a mítica aldeia de Macondo. A narrativa desenvolve-se em torno de todos os membros dessa família, com a particularidade de que todas as gerações foram acompanhadas por Úrsula, uma personagem centenária e uma matriarca das mais conhecidas da história da literatura latino-americana.

FONTE: http://www.saraiva.com.br/cem-anos-de-solidao-2803496.html

******************************************************
RELEITURA:

J. R. R. TOLKIEN - O Senhor da Fantasia

SOBRE O AUTOR: Michael White é autor de 20 livros e ex-editor de ciência da revista britânica GQ e colunista do Sunday Express em Londres. Seus livros incluem a premiada biografia Isaac Newton: Último Feiticeiro (Record, 2000) e os best-sellers internacionais Stephen Hawking: Uma Vida para a Ciência (Record, 2005) eLeonardo: O Primeiro Cientista (Record, 2000), além de biografias sobre CS Lewis, Maquiavel, Galileu e Giordano Bruno.

SINOPSE: “Numa toca no chão, vivia um hobbit…” Com essa frase tem início o primeiro livro publicado sobre a Terra-Média no mundo: O Hobbit. Mas qualo o contexto desse início, como tudo isso começou e quem é a mente por trás desse mundo encantado? Seu nome é J.R.R.Tolkien. As obras de Tolkien tiveram (e ainda tem) a capacidade de impressionar milhares de mentes pelo mundo. A diversidades de pessoas que admiram as aventuras pela terra média ultrapassa a nossa capacidade de definir em números concretos a sua amplitude. Mas quem é a pessoa que escreveu essas histórias encantadoras? Quem é esse gênio que nos traz momentos de intensas emoções ao ler seus livros? Seria ele um jovem que decidiu expandir sua energia nos livros? Ou apenas um simples senhor de idade que passava horas escrevendo em seu escritório recluso? As respostas para diversas indagações sobre a vida do professor de Oxford estão escritas na Biografia de Tolkien escrita por de Michael White: J.R.R.Tolkien: o senhor da fantasia. A Biografia de Michael White pode te contar mais sobre a vida do professor J.R.R.Tolkien. De forma interessante a biografia passa por diversos momentos da vida de Tolkien, desde sua infância até sua morte.

FONTE: http://tolkienbrasil.com/noticias/sobre-livros/resenha-do-livro-j-r-r-tolkien-o-senhor-da-fantasia-de-michael-white/

******************************************************

PAZ SEMPRE!!!!


sábado, 24 de janeiro de 2015

Amigos e irmãos - diálogo e discipulado

Ontem tive o prazer de conversar com Marcinho e Sebastião, dois amigos e irmãos pelos quais tenho nutrido um grande carinho oriundo da convivência e do amor que vem de Deus. Foi uma conversa agradabilíssima que gerou em nós não apenas comunhão como também aprendizado.

É interessante notar que das conversas mais informais é que surgem respostas para as questões tidas como importantes para aqueles que professam a fé em Jesus Cristo, pois a partir dos testemunhos podemos obter uma visão maior acerca de como Deus fala, age e abençoa a sua igreja. Não importa o nível de conhecimento acadêmico que se tenha, não importa a função que se desempenha no âmbito eclesiástico, o que torna o diálogo relevante é a sinceridade que é revelada nas narrativas das experiências, é a verdade contida nas palavras que nos desnudam diante do outro, não importando o que dirão de mim ou do meu irmão.


A teologia empírica torna-se aceitável quando as experiências são testificadas pelo Espírito Santo e respaldadas pelas Escrituras Sagradas. Embasamento bíblico e contextualização são os pontos fortes para que um testemunho experiencial se torne verdadeiro, aceitável e relevante para toda a igreja.


E foi assim que essa conversa se direcionou, com palavras simples, e experiências verdadeiras, fui edificado, aprendi a ver sob a ótica do outro, descobri pontos de vista em comum, mas principalmente entendi que relacionamentos geram aprendizado e o mesmo não se obtém com métodos, pois é na verdade o resultado de um processo do relacionamento que se tem com o outro e isso é o verdadeiro discipulado, onde um aprende com o outro e todos são edificados, porque, sinceramente não somos discípulo um do outro e sim do verdadeiro Mestre Jesus, o Cristo.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Livros Novos

Olá pessoal!




Esse são os livros novos que acabei de adquirir para leituras de 2015.

Em breve vou postar um vídeo falando um pouco mais sobre esses livros e sobre minha meta de leitura para 2015.

Um abraço para todos e paz sempre!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Deus Procura Adoradores - Parte 1

"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem." (João 4:23)

O Senhor Jesus quando se encontra com aquela mulher samaritana, nos deixa um ensino fundamental acerca da adoração a Deus. Ele deixa claro que o Pai deseja a nossa adoração em espírito e em verdade, mas que isso não é o mais importante para Deus, pois na verdade Ele está à procura dos verdadeiros adoradores que assim o fazem.
Mas porque Deus está à procura de adoradores? Só vamos entender essa questão quando tivermos consciência do que seja adoração em espírito e em verdade.

Adoração em Espírito e em Verdade

A adoração é vital e inseparável à vida do servo de Deus. Na vida cristã a adoração se manifesta espontaneamente, resultante de um amor inefável e como resposta ao perdão pelos pecados, à salvação, à libertação, a cura de nossas feridas, pois sempre que o Senhor ministra sobre nós o seu amor, o seu perdão, a cura, a libertação, respondemos com adoração. Porém a adoração não é uma troca de favores entre Deus e os homens. Nós precisamos das bênçãos do Senhor, mas Ele não precisa da nossa adoração, pois os anjos já o adoram de eternidade a eternidade, clamando: Santo, Santo, Santo.
A nossa adoração não pode ser, simplesmente, pelo que o Senhor faz por nós, deve ser pelo que Ele é. A adoração é a expressão do amor e gratidão do homem para com Deus. É isso que faz com que Deus nos dê atenção e aceite as nossas expressões de louvor a Ele, que faz com que o Senhor deseje as nossas manifestações de adoração. Ele não deseja adoração de palavras vazias, interesseiras e sem amor por Ele.
Muitos não conseguem adorar a Deus em espírito e em verdade, e possuem uma vida de adoração limitada, porque não entendem o que é adoração e não sabem adorar. Pensar que adorar se trata apenas de cantar, tocar e dançar durante o culto é totalmente errado. Ana Méndez em seu livro Assentados nos Lugares Celestiais, expõe com muita clareza e profundidade o que é adorar.

“Adorar não é cantar, é literalmente converter-se no altar de onde nasce o rio de Deus. Não é algo que se possa fazer, é algo no qual você tem que se transformar. (..) Os que são Templo entenderam que adorar ‘ não é um momento no culto de domingo, mas um estilo de vida, uma comunhão íntima, um fundir-se com Deus e Deus com eles. Adorar é tornar-se um com Ele. É a comunhão íntima, que vai silenciando a alma até que se ouve o Espírito. É onde se produz a verdadeira união entre os céus e a terra: as duas dimensões começam a se unir e, então, Cristo é revelado.”

Sam Hinn, em seu livro Transformando em Sua Presença, também fala acerca da adoração. Ele diz:

“A adoração não depende de nossas habilidades ou de nossos talentos, mas adorar a Deus deve ser algo que brota do coração. Deus não está procurando a adoração limitada ou legalista, mas espontânea. Esta adoração provém do Espírito e não das cordas vocais. A essência da adoração é tocar o coração de Deus até refletir a verdadeira glória de Jesus.”


A adoração que produzimos depende do nível de intimidade e comunhão que temos com Deus. A adoração em espírito e em verdade é a manifestação do nosso espírito, nossa alma e nosso corpo como resultado de um relacionamento pessoal com o Senhor. Só se consegue ter contato com a glória manifesta de Deus, a sua shekináh, aquele que manifesta sua adoração a Deus, não importando a forma, se é cantando, tocando, dançando, chorando, orando, ou em silêncio. A adoração não está restrita ao lugar, nem a forma, muito menos ao tempo, pois adoraremos ao Senhor por toda a eternidade. A adoração tem que estar impregnada em nossos corações como expressão do nosso modo de viver, como estilo de vida.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Leitura: solidão, comunhão e autoria

Por Gladir Cabral

NÃO sei muito bem quando começou, mas suspeito que tenha sido ao ouvir as primeiras histórias da Bíblia no quarto de dormir, nas últimas horas da noite, ou quem sabe nas primeiras idas à Escola Dominical. O fato é que desde muito cedo criei gosto pela leitura. Primeiro, as leituras feitas por minha mãe, por meu avô, gente simples que me anunciava um mundo a ser conhecido e desvendado. Depois, as leituras feitas na escola e em casa, as memórias de um sargento de milícia, os livros de história, Tiradentes e a corda amarrada ao pescoço, Jesus e suas histórias deliciosamente repetidas em quatro evangelhos que coloriram minha fé e minha imaginação com força indelével superior ao tecnicolor. Mais tarde, na adolescência e juventude encontrei amigos para os quais a leitura era alimento para a mente e a alma, e com eles descobri Edgar Allan Poe e suas histórias de mistério, Dostoiévski e as suas recordações da casa dos mortos, e a lista não tem fim.


A leitura tem um elemento que sempre me fascinou: o silêncio, a solitude, bem mais que a solidão. Ela exige um certo recolhimento, um afastar-se do burburinho, da algazarra, um ir ao encontro do outro no frágil espaço da quietude. Por isso mesmo, ler é estar muito próximo de si mesmo. Há que se ter certa confiança, certa calma de estar na companhia de si mesmo. Qualquer sinal de ansiedade, de pressa, e a leitura se perde na fumaça da distração. Plim!! E lá se foi a voz que me falava. O que dizia mesmo? Espera aí, tenho de voltar ao parágrafo anterior. Com um pouco de calma, o diálogo recomeça. O que se ouve é a voz do outro, a voz dos personagens da história, do autor. Portanto, a solidão é só aparente. É muito agitado e intenso o momento da leitura.


Por outro lado, a leitura é também um ato coletivo. Intelectuais falam de comunidade de leitores, comunidades interpretativas (Stanley Fish), mostrando que a relação texto-leitor á para lá de rica e complexa, como sugerem Hans Robert Jauss (1994) e Wolfgang Iser (1996). Desse modo, aquele que não lê não se afasta do mundo, mas interage com ele e se posiciona em relação a ele. Em uma palestra proferida no primeiro Congresso Brasileiro de Leitura no início dos anos 1980 em Campinas (SP), Paulo Freire relata suas primeiras experiências com a leitura, seu aprendizado lento e orgânico. Ali ele enfatiza o caráter social da leitura. Ninguém lê sozinho, mas em diálogo com os outros leitores e com a realidade. Em dado momento, Freire faz sua clássica afirmação de que “a leitura de mundo precede a leitura da palavra”. Mais do que ato solitário, a leitura é manifesto solidário, ato comunitário, também crítico, mas sobretudo sinal de comunhão.


Por fim, a leitura é também ato de criação de significado, portanto de coautoria. Quem lê, colabora com o texto, atualiza-o, de certa forma encarna-o. De certa forma, posso dizer que ler é também escrever, pois é reagir à palavra escrita, é oferecer um texto novo ao texto lido. O teórico russo Mikhail Bakhtin assevera que toda palavra é resposta ou interpelação, todo texto é parte de um diálogo, é um fenômeno histórico e social, coletivo e ao mesmo tempo interior. Ao mesmo tempo que o texto nos constrói, vamos, por meio da leitura, construindo novos textos a partir de nossa tênue voz e de tantas vozes que nos atravessam. Umberto Eco fala do leitor como atualizador do texto, sempre complementando suas incompletudes. Ler é fazer-se autor.


Quem lê precisa de silêncio. Quem lê precisa de comunhão. Quem lê se torna escritor.



fonte: http://ultimato.com.br/sites/gladircabral/2014/04/22/leitura-solidao-comunhao-e-autoria

sábado, 19 de abril de 2014

Gabriel García Márquez


TRECHO DO LIVRO 
"CEM ANOS DE SOLIDÃO"



Infográfico retirado do site g1.com.br

Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo. Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara, construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos. O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las se precisava apontar com o dedo. Todos os anos, pelo mês de março, uma família de ciganos esfarrapados plantava a sua tenda perto da aldeia e, com um grande alvoroço de apitos e tambores, dava a conhecer os novos inventos. 

Primeiro trouxeram o ímã. Um cigano corpulento, de barba rude e mãos de pardal,que se apresentou com o nome de Melquíades, fez uma truculenta demonstração pública daquilo que ele mesmo chamava de a oitava maravilha dos sábios alquimistas da Macedônia. Foi de casa em casaarrastando dois lingotes metálicos, e todo o mundo se espantou ao ver que os caldeirões, os tachos, as tenazes e os fogareiros caíam do lugar, e as madeiras estalavam com o desespero dos pregos e dos parafusos tentando se desencravar, e até os objetos perdidos há muito tempo apareciam onde mais tinham sido procurados, e se arrastavam em debandada turbulenta atrás dos ferros mágicos de Melquíades. "As coisas têm vida própria", apregoava o cigano com áspero sotaque, "tudo é questão de despertar a sua alma." José Arcadio Buendía, cuja desatada imaginação ia sempre mais longe que o engenho da natureza, e até mesmo além do milagre e da magia, pensou que era possível se servir daquela invenção inútil para desentranhar o ouro da terra. 



































CARTA DE DESPEDIDA
Gabriel García Márquez


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Documentário José e Pilar

A Viagem do Elefante, o livro em que Saramago narra as aventuras e desventuras de um paquiderme transportado desde a corte de D. João III à do austríaco Arquiduque Maximiliano, é o ponto de partida para José e Pilar, filme de Miguel Gonçalves Mendes que retrata a relação entre José Saramago e Pilar del Río.

Mostra do dia-a-dia do casal em Lanzarote e Lisboa, na sua casa e em viagens de trabalho por todo o mundo, José e Pilar é um retrato surpreendente de um autor durante o seu processo de criação e da relação de um casal empenhado em mudar o mundo – ou, pelo menos, em torná-lo melhor.

José e Pilar revela um Saramago desconhecido, desfaz ideias feitas e prova que génio e simplicidade são compatíveis. José e Pilar é um olhar sobre a vida de um dos grandes criadores do século XX e a demonstração de que, como diz Saramago, “tudo pode ser contado doutra maneira”.




Ficha técnica  |  Equipe:

TÍTULO: “José e Pilar”
GÉNERO: Longa-metragem documental
DURAÇÃO: 125’
SUPORTE: HDV 16x9
IDIOMA ORIGINAL: Português / CastelhanoPRODUÇÃO: JumpCut (Portugal)
CO-PRODUÇÃO: EL DESEO (Espanha) e O2 Filmes (Brasil)
PRODUTOR ASSOCIADO: Abel Ribeiro Chaves / OPTEC, LdaTELEVISÕES ASSOCIADAS: SIC (Portugal), YLE (Finlândia), SVT (Suécia)


Equipe:

REALIZAÇÃO: Miguel Gonçalves Mendes (Portugal)
PRODUTORES: Agustín Almodóvar / Bel Berlinck / Esther García / Fernando Meirelles / Miguel Gonçalves Mendes
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Daniel Neves (Portugal)
MONTAGEM: Cláudia Rita Oliveira (Portugal)
SOM:  Olivier Blanc, Adriana Bolito, Bárbara Álvarez Plá, Hugo AlvesMISTURA: Alessandro Laroca e Armando Torres Jr. (Brasil)FOTOGRAFIA DE CENA: Susana Paiva (Portugal)DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Ana Jordão/ Daniela Siragusa (Portugal)

Fonte: http://www.joseepilar.com/

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

C. S. Lewis: satanista infiltrado?

Numa dessas palestras que dei pelo país, certo aluno de teologia questionou a amizade que C.S. Lewis tinha com Charles Williams, autor, revisor e autodidata, que muitos consideram ocultista e praticante de ritos de magia, além de ser membro da seita Rosa Cruz.

Primeiro, é preciso considerar que realmente esse último autor me pareceu bastante obscuro quando o li e é possível que aqueles que o tomam como ocultista tenham razão. Mas eles não param por aí. A partir disso eles concluem que não só Lewis tinha amizade e admiração por esse “Inkling” (nome do grupo de discussão fundado por J.R.R. Tolkien e Lewis), como também era simpatizante ou até participante de suas ordens ocultistas.




Essa amizade também serve de base para a alegação de que os livros de Lewis, particularmente as “Crônicas de Nárnia” e suas imagens pagãs, a figura da feiticeira e o uso da palavra “magia” para o poder redentor de Aslan, demonstram a sua adesão a práticas de magia negra e o culto a Satanás.


Ou seja, C.S. Lewis, por ter sido amigo de um satanista, também seria ele mesmo um satanista e dos mais perigosos: ele seria um satanista infiltrado no meio cristão, um “demônio” vestido de anjo de luz!


Posto isso, gostaria que se atentasse para alguns fatos: primeiro, a amizade de Lewis com Charles Williams começou em 1936 e foi interrompida pela morte súbita de Williams, em 1945, ou seja, ela durou menos de dez anos. Essa não era a única amizade de Lewis. Em “O Dom da Amizade: J.R.R.Tolkien e C.S. Lewis”, de Colin Duriez (Martins Fontes) especula-se que um dos poucos motivos de briga entre os dois tinha relação com a amizade de Lewis com Williams, de quem Tolkien não gostava muito.


Em segundo lugar, a amizade foi em grande parte profissional. Williams era revisor dos textos de Lewis para publicação pela editora da Universidade de Oxford, principalmente de sua tese de mestrado, “The Allegory of Love” (A Alegoria do Amor, tradução minha para o português pela É-Realizações Editorial). As cartas que ambos trocaram nesse curto período de tempo pouco falam de teologia, porém mais de literatura, que era o campo acadêmico de Lewis.


Terceiro: na primeira carta que Lewis escreveu para Williams, além de elogiar muito os escritos de Williams, ele também admitia que achava o seu estilo de escrita bastante “complicado”. Em outras palavras: Lewis não o via com olhos acríticos.


Quarto: nem todos os “Inklings” eram cristãos. Owen Barfield, por exemplo, era adepto da antroposofia. Na verdade, o grupo praticava o que hoje se chama “diálogo religioso” e “inclusivo”, ou seja, o tratamento igualitário no que diz respeito à religião de cada um. Prova viva disso é a própria amizade entre Tolkien (um católico fervoroso) e Lewis (um anglicano). Nisso, eles se espelhavam no jornalista católico, G.K. Chesterton, que tinha amizade com os seus maiores adversários em termos religiosos, como George Bernard Shaw, um ateu “relutante”, mas convicto.


Aliás, a teologia praticada no grupo visava atentar para os pontos comuns entre as religiões, mas particularmente, entre as vertentes do cristianismo.

Então, o fato de Lewis ter tido amizade com um adepto de seitas ocultistas não quer dizer que ele aderia a elas. O fato de Jesus ter se assentado à mesa com os pecadores (que somos todos nós), não quer dizer que ele mesmo fosse pecador ou que aderia à prática do pecado.

Para entender melhor as relações de C. S. Lewis com o ocultismo e seu claro posicionamento contra o mesmo após a sua conversão, leia “O Mais Relutante dos Convertidos” (Editora Vida), de David C. Downing.


Finalmente, é preciso considerar que um “infiltrado”, via de regra, (veja todos os filmes que você já tenha assistido e os livros que já tenha lido) é o agente do bem, em um meio mal, e não vice-versa. Um filtro normalmente serve para purificar (a água, por exemplo) e não para poluí-la.


Já pensou um bandido “infiltrar-se” no meio dos policiais? Será que ele lutaria contra o crime com tanta paixão e engajamento quanto um policial? Ele pode até prender bandidos, mas sempre com a intenção de liberá-los em algum momento e acabaria sendo desmascarado pelos policiais, ou morto pelos colegas bandidos se prendesse muitos deles. Lewis lutava contra as artimanhas do diabo (veja “Cartas de um Diabo a seu Aprendiz”, Editora Martins Fontes) e não comungava com elas. No prefácio desse livro, Lewis comenta que há duas formas de pensar sobre o Mal que “agradam ao Mal”: pensar que ele não exista; ou então, no extremo oposto, pensar que ele seja o dono do pedaço, que seja preciso “amarrá-lo” para escapar de seus poderes mirabolantes.


Encerramos com esse pensamento de Lewis em “Cristianismo Puro e Simples” (Martins Fontes): “um território ocupado pelo inimigo – assim é esse mundo” (p. 61) .O agente infiltrado é Deus, não o mal. Este não tem a competência para infiltrar-se, e nem o faria, por medo de ter que fazer o bem. A quantidade de pessoas a quem Lewis fez e continua fazendo bem é tão grande, que qualquer Satanás empalideceria de raiva.


Por Gabriele Greggersen

Mestre e doutora em educação (USP) e doutoranda em estudos da tradução (UFSC). É autora de O Senhor dos Anéis: da fantasia à ética e tradutora de Um Ano com C.S. Lewis e Deus em Questão. Costuma se identificar como missionária no mundo acadêmico. É criadora e editora do site www.cslewis.com.br

fonte: http://www.ultimato.com.br/conteudo/c-s-lewis-satanista-infiltrado

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Simonami e a dor de uma canção

Composições delicadas e doloridas. Dores expurgadas em formato de canções suaves, dolentes, cativantes, algo ingênuas. O álbum Então Morramos é o novo trabalho da banda Simonami e está à disposição de quem chegar ao site do grupo: simonami.art.br . Canções orgânicas, acústicas, que misturam amor e dor. A maioria cantada por uma voz sem igual, uma das mais interessantes do Brasil atual, a de Lilian Soares.
A ela pedi que me explicasse o disco. Muitas vezes, o artista cria, sem saber muito bem explicar o que criou. Simplesmente faz e parece um processo tão fácil que chega a dar inveja. Quando insisto, eles têm de se debruçar racionalmente sobre o que criaram e revelam-se para nós e para eles mesmos.
Eis alguns trechos do depoimento-reflexão de Lilian Soares sobre Então Morramos, da Simonami, que teve a produção de Vinícius Nisi:
O álbum
“Juntamos todas as nossas frustrações e angústias pra jogar na cara de todo mundo. Eu tenho a sensação de que era mais ou menos isso o que a gente queria dizer no primeiro trabalho mas faltaram palavras, memórias, sei lá o quê.
‘Soledad’, ‘Ampulheta’, ‘Fantasma’, ‘Pedido ao Pás­­saro’, ‘Janela’, ‘Irmã’, são alguma ‘ressignificação’ das nossas vidas. De todo tipo de dor, das solidões que vivemos, das mágoas, das mortes que vivemos, e de como em família (que é como a gente se considera) vivemos todas essas coisas.
É um retrato do nosso estômago, das nossas entranhas. Queremos muito que essa dor alcance um planeta inteiro. Para desordenar algumas coisas e reordenar outras. Talvez esse seja um dos atributos da obra de arte.”
Os donos de cada “poema”:
“‘Soledad’, ‘Janela’, ‘Irmã’, ‘Sin Premura’ são da Lay, a quem a gente adere sempre mais. Ela está longe, em Londrina, escreve como ninguém. É uma forma de a gente preencher esse vazio da falta dela aqui em Curitiba e de dar voz pra tudo o que ela tem pra dizer.
‘Coisas da Escolinha’ e ‘Ampulheta’ são do Shan. ‘Ampulheta’ nasceu enquanto o Então Morramos ia acontecendo. ‘Coisas da Escolinha’ estava entre a gente há tempos e tinha virado tão xodó que resolvemos colocar no conglomerado também!
‘Fantasma’ e ‘Pedido ao Pássaro’ Jean escreveu. Toda a banda considera a ‘Pedido ao Pássaro’ a melhor coisa que ele já escreveu na vida. Somos apaixonados pelo refrão.
E eu escrevi ‘nós-um’ pra ele, hehe. A gente fez juntos, na verdade, porque eu sou muito ruim de violão. Escrevemos pro nosso tal ‘save de date’ do casamento (casamos em abril desse ano).”
Vinícius Nisi e a produção
“Nasceu um carinho muito grande pelo Vinícius durante a gravação. Ele fez tudo com um empenho sem tamanho. Abriu a nossa cabeça e os nossos corações pra tirar as nossas referências de lá e nos entender.
Ele passou horas ouvindo Bon Iver, Sean Carey, Fleet Foxes, novidades que a gente jogou na cara dele, ahahahha. Aí ele nos entendeu.
Pedimos pelo amor de Deus pra não gravar do jeito convencional, sabe? aquele em que se grava primeiro a voz, depois a percussão, depois os violões, um por vez, com metrônomo?
O Nisi acolheu e deu vida pra ideia maluca de montar 10 microfones de estúdio todos juntos e gravar a gente tudo junto ao mesmo tempo. Uma ou outra coisa foi gravada depois, mas só os microdetalhes, tipo um sininho. Nossas vozes foram cantadas todas ao mesmo tempo. Acho que essa energia está aí.”
Lo-fi
“Queríamos muito que as canções não ficassem plastificadas, corretíssimas, nítidas, acentuadas pelos programas de computador que corrigem coisas. Somos nós aí, nus e crus. O Nisi é um baita dum profissional, então ele usou os botões da pós-produção sem tirar isso da gente. Está sem artificialidades. Está essencialmente a gente.
Achei que o pessoal não fosse entender essa cara de ‘gravado no quintal’, o tal do lo-fi, mas acho que as pessoas andam com a sensibilidade ativada mesmo…
Eu podia te contar o que motivou cada composição, mas em cada música mora um feitiço maluco que acontece quando a nossa história encontra a história de quem tá ouvindo e desmistificar isso seria um crime. A gente resolveu com votação em reunião que não ia mais explicar música pra não matar a imaginação de quem recebe as canções.”
Fonte:Publicado em 25/09/2013 | LUIZ CLAUDIO OLIVEIRA - LUIZS@GAZETADOPOVO.COM.BR