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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A CULPA É DAS ESTRELAS

[AVISO: ESSE ARTIGO CONTÊM SPOILERS]

Olá galera.

Esse fim de semana, finalmente assisti ao filme A Culpa É Das Estrelas (The Fault in our Stars), juntamente com minha esposa. Nada melhor do que isso poderia acontecer, ainda mais considerando que não gosto muito de filmes de ficção young adult (ficção para jovens adultos, em tradução livre), mas em se tratando de um filme baseado em um livro, cujo autor é nada mais nada menos do que John Green (o autor do momento) e que esse livro consta na minha lista de meta de leitura para esse ano, então não tenho dúvida nenhuma, foi um delicioso programa.

Mas falando do filme, já que o livro ainda não foi degustado (rsrs), gostei muito da temática do primeiro amor entre dois adolescentes que sofrem de câncer, as incertezas sobre o amanhã, que já são normais nessa fase da vida, ganham dimensões maiores quando são vividas sob o prisma da desesperança. Saber que se está com os dias contados e que a qualquer momento tudo vai acabar não é fácil para quem vive o drama muito menos para quem o rodeia com amor e cuidado. E é nesse ponto que Augustus Waters faz a diferença na vida de Hazel Grace. A história de amor dos dois pombinhos pode até parecer um tema clichê, mas tem o seu valor quando apreciado de forma natural, não levando em consideração somente as circunstâncias. 

Olhar a vida com otimismo quando não se é possível nem sonhar com o dia seguinte é o grande desafio desses dois jovens que acabam compartilhando de momentos belos e diálogos precisos sobre questões existenciais, filosóficas e até mesmo banais, como por exemplo o desejo de conhecer o autor do livro preferido de Hazel e buscar respostas para algumas questões sobre o futuro de algumas personagens do livro A Aflição Imperial. 

Particularmente achei essa questão uma grande provocação do autor e, mais do que a história toda do amor e da luta desse jovem casal, o que mais me perturbou no fim de tudo, foi não saber o que acontece depois a Hazel Grace. Quanto tempo ela ainda viveu depois da morte de Augustus? E seus pais como lidaram com isso? A mãe de Hazel se formou em serviço social? Abriu uma ONG para ajudar pessoas com câncer? E o escritor Peter Van Houter decidiu escrever enfim a continuação do seu livro A Aflição Imperial?



Porém, com as palavras finais de Gus naquela carta, entendi que nem todas as perguntas necessitam de respostas, pois tudo o que tem de acontecer, acontece até que chegue o fim e depois nada mais.





Agora só me basta ler o livro para ver se chego a novas conclusões.

Por enquanto digo apenas que vale muito a pena ver o filme.


Até a próxima!
PAZ SEMPRE!!!!!!


sábado, 24 de janeiro de 2015

Amigos e irmãos - diálogo e discipulado

Ontem tive o prazer de conversar com Marcinho e Sebastião, dois amigos e irmãos pelos quais tenho nutrido um grande carinho oriundo da convivência e do amor que vem de Deus. Foi uma conversa agradabilíssima que gerou em nós não apenas comunhão como também aprendizado.

É interessante notar que das conversas mais informais é que surgem respostas para as questões tidas como importantes para aqueles que professam a fé em Jesus Cristo, pois a partir dos testemunhos podemos obter uma visão maior acerca de como Deus fala, age e abençoa a sua igreja. Não importa o nível de conhecimento acadêmico que se tenha, não importa a função que se desempenha no âmbito eclesiástico, o que torna o diálogo relevante é a sinceridade que é revelada nas narrativas das experiências, é a verdade contida nas palavras que nos desnudam diante do outro, não importando o que dirão de mim ou do meu irmão.


A teologia empírica torna-se aceitável quando as experiências são testificadas pelo Espírito Santo e respaldadas pelas Escrituras Sagradas. Embasamento bíblico e contextualização são os pontos fortes para que um testemunho experiencial se torne verdadeiro, aceitável e relevante para toda a igreja.


E foi assim que essa conversa se direcionou, com palavras simples, e experiências verdadeiras, fui edificado, aprendi a ver sob a ótica do outro, descobri pontos de vista em comum, mas principalmente entendi que relacionamentos geram aprendizado e o mesmo não se obtém com métodos, pois é na verdade o resultado de um processo do relacionamento que se tem com o outro e isso é o verdadeiro discipulado, onde um aprende com o outro e todos são edificados, porque, sinceramente não somos discípulo um do outro e sim do verdadeiro Mestre Jesus, o Cristo.